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Archive for the ‘internet’ Category

[the pythons strike back]

Qui, 4 Dez 2008, 338 Andre 1 comentário

Speechless.

Não é todo dia em que temos o prazer de ver nossos ídolos de longa data adotarem abertamente uma postura ideológica que confirma nossos ideais. Hoje foi destes raros momentos para mim.

Ocorre que o mundialmente famoso grupo de humoristas britânico Monty Python criou um perfil no Youtube através do qual estão disponibilizando livremente todos as suas esquetes e trechos de filmes em alta definição. E como chantilly ainda fizeram um vídeo especial em que tratam ironicamente a controvertida questão de acusar os fãs de estarem roubando os autores quando disponibilizam suas obras online. Seguem o vídeo e a transcrição:

For 3 years you YouTubers have been ripping us off, taking tens of thousands of our videos and putting them on YouTube. Now the tables are turned. It’s time for us to take matters into our own hands.

We know who you are, we know where you live and we could come after you in ways too horrible to tell. But being the extraordinarily nice chaps we are, we’ve figured a better way to get our own back: We’ve launched our own Monty Python channel on YouTube.

No more of those crap quality videos you’ve been posting. We’re giving you the real thing – HQ videos delivered straight from our vault.

What’s more, we’re taking our most viewed clips and uploading brand new HQ versions. And what’s even more, we’re letting you see absolutely everything for free. So there!

But we want something in return.

None of your driveling, mindless comments. Instead, we want you to click on the links, buy our movies & TV shows and soften our pain and disgust at being ripped off all these years.

Realmente não tenho palavras para descrever a minha satisfação para com o grupo.

Thank you indeed!!!


[zeitgeist, the movie]

Seg, 8 Set 2008, 251 Andre Deixe um comentário

Há alguns dias assisti ao filme chamado Zeitgeist, lançado há cerca de um ano exclusivamente na Internet. Originalmente o filme foi lançado livremente no googlevideos, sem legendas e com duas horas de duração. Mas, graças a boa e velha colaboração através da Internet, hoje é possível encontrar o filme em diferentes formatos nos motores de busca de torrents mais populares e encontrar as legendas compatíveis no opensubtitles (a legenda em português que eu encontrei não era particularmente boa, mas quebra o galho).

O filme, na verdade um documentário, encontra-se dividido em três grandes partes ou eixos, em que o diretor tece críticas sistemáticas contra o cristianismo (parte I), o 11 de setembro (parte II) e os grandes Bancos Internacionais (parte III). Para os que gostam de teoria da conspiração, o documentário é um prato cheio.

Para não ser estraga prazer, não vou antecipar o conteúdo do filme. É suficiente dizer que se trata de uma exortação ao cidadão médio para que abra sua mente para uma postura crítica a respeito de temas convencionais ou sobre a forma como as informações e o conhecimento nos são transmitidos. Principalmente por conta do seu ataque ao cristianismo, o documentário foi atacado pelos fundamentalistas de plantão e creio que seu ponto principal acaba ficando um pouco de lado dando vazão a um monismo temático sobre o cristianismo.

O ponto forte do documentário ao meu ver não está em “provar” que o cristianismo não passa de histeria coletiva, que os ataques do 11 de setembro foram orquestrados pelo governo Bush, seguindo a mesma estratégia usada por Mr Susan em V for Vendetta ou que os banqueiros escravizam não só o proletariado, mas nações inteiras (aqui inclusos governos e empresas). Está em exortar o pensamento crítico, a busca individual pelo conhecimento ou pela verdade. Ao final do filme, o diretor ainda relembra aos espectadores que o próprio filme não deve estar imune a este senso crítico e clama que o conteúdo apresentado não seja aceito como verdadeiro.

Neste ponto crucial encontro o grande mérito do documentário que parece distanciá-lo da crítica jornalística sensacionalista (rasa) de um Michael Moore. Não importa a Verdade. O Certo. Importa a liberdade de pensamento, a autonomia de idéias e autodeterminação ética (até o limite do possível). Note-se, ainda, que a liberdade não é com relação a uma sociedade opressora, uma elite castradora ou da moral do viés único. É uma liberdade da preguiça mental, do marasmo do senso comum, da escravidão do comodismo. Libertação do sempre fácil argumento de autoridade.

Sou um tanto quanto cético com relação ao papel que este filme pode desempenhar como o “meio de libertação”. As pessoas a quem ele agrada são bem aquelas que já concordam com este ponto central (e portanto não são influenciadas), ao passo que aquelas que o filme pretende influenciar (se um dia vierem a assistir o filme), vão apenas rejeitá-lo com base nas mesmas velhas premissas morais. Em todo caso, fica a dica para os que se interessarem.

[we did it]

Sex, 4 Jul 2008, 185 Andre Deixe um comentário

Agora é oficial, os mais de 8 milhões (8.002.530, para ser mais preciso) de usuários ao redor do mundo que fizeram o download do Firefox 3 estabeleceram o novo recorde mundial de downloads de um software em 24h. Até agora já foram mais de 30 milhões de downloads, 600 mil deles feitos aqui no Brasil. Estima-se que o percentual de uso do navegador da Mozilla já conte com uma fatia de 20% da web.

Daqui para frente a disputa com o IE da M$ vai começar a ficar mais interessante. É fácil presumir que estes 20% iniciais são pessoas que já têm alguma insatisfação com o IE ou a M$ e naturalmente buscam alternativas melhores. Os próximos vinte já são uma fatia mais acomodada, só o tempo dirá se seremos capazes de cooptá-los.

[download day]

Sáb, 14 Jun 2008, 165 Andre Deixe um comentário

Download Day 2008

Complementando o post da semana passada sobre o Download Day promovido pelo spreadfirefox.com, os responsáveis pela campanha finalmente anunciaram a data oficial do lançamento da 3ª versão do navegador Mozilla Firefox que será em 17.06.2008 (terça-feira próxima). Anunciem aos quatro ventos!!!

[wikia]

Qui, 5 Jun 2008, 156 Andre Deixe um comentário

wikia

Seguindo o sucesso da Wikipedia, Jimmy Wales lançou no início desse ano mais um serviços construído pela e para a comunidade, a Wikia.

A Wikia Search foi lançada em 7 de janeiro deste ano em uma versão alpha (para os não familiarizados com o termo, isto quer dizer que é uma versão de desenvolvimento onde o serviço ainda não está nem perto de ser o que se pretende), que recebeu uma grande atenção por parte de muitos blogs e sites de notícias. Entretanto, sendo alpha, o serviço ainda não tinha condições de ser usado seriamente pelo público geral, nem, àquela época, estava aberto ao desenvolvimento público, tal como ocorre na Wikipedia.

Nesta terça-feira (03.06.08), J Wales anunciou a abertura completa do sistema para o desenvolvimento e colaboração de qualquer interessado, independentemente de registro.

Obviamente, a Wikia é uma tentativa de competir no vital mercado de buscadores, atualmente dominado pelo Google. A proposta da Wikia é tentar competir oferecendo um serviço diferenciado ao usuário, que poderá contribuir para o aperfeiçoamento das buscas através de um sistema de votos para cada site encontrado, o que, ao longo do tempo e com uma base extensa de usuários, tenderá a superar a precisão de ferramentas baseadas em algoritmos.

Além disso, o serviço está comprometido com a transparência das buscas, que podem ser manipuladas pela empresa no seu próprio interesse ou no de terceiros, e privacidade dos usuários, uma vez que ferramentas fechadas como o Google dependem de práticas até certo ponto escusas de captação de dados privados da vida e rotina dos usuários do site, o que eleva a precisão das buscas, porém também compromete a intimidade de todos. Isto sem mencionar o inerente vício de informação a que induz, já que, ao longo do tempo, essa base de dados torna-se cada vez mais eficiente em trazer informações análogas àquelas que o usuário já pesquisou no passado.

Vale a pena conferir. Em especial no atinente a fotos e vídeos, este modelo de busca pode revolucionar os resultados de pesquisa em buscadores na internet.

Categoriasinternet, open source