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Archive for the ‘the geek way’ Category

[fast boot]

Qui, 27 Nov 2008, 331 Andre Deixe um comentário

Como muito pouco se cria, mas tudo é copiável, compartilho aqui duas dicas muito úteis que encontrei no lifehacker, que por sua vez as chupinhou do ubuntukungfu. As duas são relacionadas à performance de inicialização do sistema e tem por foco o Ubuntu, mas podem ser aplicadas ao Debian e provavelmente à maior parte dos sistemas GNU/Linux.

1. Se você possui um processador com mais de um núcleo (core), por exemplo, o Intel CoreDuo, é possível fazer com que os scripts de inicialização sejam executados paralelamente ao invés de seqüencialmente, o que apresenta um ganho considerável em velocidade de inicialização.

Para tanto, basta editar o arquivo /etc/init.d/rc e alterar a palavra “none” na linha que diz CONCURRENCY=none, para “shell“. Isto pode ser feito com um editor de texto qualquer como o vim, o gedit ou o emacs.

2. Além disso, é possível criar um perfil personalizado da sua máquina que reduza o tempo de busca pelos scripts de inicialização.

Criar este perfil é muito simples, basta selecionar a opção de sistema padrão do menu do Grub e pressionar “e“. Se você estiver usando o Grub Legacy (0.97), aparecerá uma tela com três linhas. Mova o cursor até a segunda linha que é iniciada pela palavra kernel e pressione novamente “e“. Outra tela aparecerá. Ao final da linha em que estiver inclua a palavra “profile“. Pressione ESC e após “b” (para dar o boot). Este primeiro boot será muito mais lento do que o normal, pois o perfil será criado junto com a inicialização do sistema. A partir daí, porém, você obterá um ganho considerável na inicialização do seu sistema.

Apenas uma observação: este segundo procedimento depende de um software chamado readahead que não é instalado automaticamente no Debian. Portanto, antes de tentar o procedimento acima, certifique-se de que este pacote encontra-se instalado no seu sistema.

Todo o crédito ao autor do livro Ubuntu Kung Fu, Keir Thomas.

[free your pod]

Dom, 19 Out 2008, 292 Andre Deixe um comentário

Ipod.

A transição de uma vida de consumo tecnológico focado no marketing para uma focada na ética da liberdade tem o seus contra-tempos. O que fazer com aqueles gadgets recém adquiridos que custaram uma nota, mas são uma afronta a toda à ideologia do software livre? Ironicamente, comprei o meu Ipod Nano G1 um pouco antes ou em tempo quase concomitante ao meu primeiro contato com o software livre (em um sentido ideológico, uma vez que já vinha usando o Firefox e o OpenOffice há algum tempo).

Pois bem, como compatibilizar o novo discurso com as velhas aquisições?

Rockbox

A primeira solução que encontrei foi o IpodLinux. Contudo, até bem pouco tempo atrás o projeto encontrava-se praticamente abandonado e, seguindo cautelosamente as instruções de instalação manual, não tive sucesso com a instalação. Após todo o processo a única coisa que consegui foi uma mensagem de erro em alemão no visor do Ipod sempre que tentava ligá-lo. Recentemente o projeto retornou à ativa e tem um wiki bem mais completo, entretanto, encontrei uma alternativa que atualmente me parece ainda melhor: Rockbox.

O Rockbox é um projeto de atualização da firmware de diversos aparelhos mp3, cujo objetivo é aprimorar a firmware de fábrica, adicionando funcionalidades que a firmware original não provê, e principalmente, tornar livre (licença GPL) o seu tocador de mp3.

A instalação é muitíssimo simples. Existem dois meios: automática ou manual. Para a instalação automática, basta baixar o instalador (um executável simples com versões para Windows, Linux ou MacOSX) e seguir as instruções no modo gráfico. A instalação manual, entretanto, é bastante simples, as instruções podem ser encontradas em inglês aqui. Porém, para facilitar, vou resumir os passos:

  1. Baixar os arquivos de instalação (são três: o Rockbox, as Fontes e o Bootloader).
  2. Os arquivos do Rockbox e das Fontes estão compactados, para instalá-los, basta descompactá-los diretamente no seu Ipod, usando qualquer decompressor (WinRAR, Winzip, 7zip). Observe que os arquivos devem ser descompactados exatamente como estão e no diretório principal do Ipod, jamais dentro de alguma subpasta. A estrutura dos arquivos já se encontra pronta no arquivo compacto.
  3. Finalmente, é necessário executar o Bootloader. Para fazê-lo, no Linux, é preciso estar com as permissões da conta root e ter certeza de que o arquivo executável tem permissão para ser executado:


$ cd /pasta/em/que/oarquivo/foi/salvo
$ su
# chmod +x ipodpatcher
# ./ipodpatcher


O instalador irá perguntar se você deseja instalar o rockbox, digite i e pressione enter. Quando o instalador terminar, basta ejetar o Ipod do computador e reiniciá-lo pressionando o menu e a bolinha no centro. Voilá.

Para os medrosos de plantão, a instalação é não destrutiva, sendo possível carregar a firmware original a qualquer tempo. Basta ligar o ipod e mudar a chave de segurança dos botões para imediatamente para Hold. Caso você se arrependa, também é possível e fácil desinstalar, mas isto eu não ensino aqui :0)

Apenas como incentivo, algumas funcionalidades do Rockbox:

  • Roda vídeos;
  • Toca uma maior quantidade de formatos de áudio (Ogg, mp3 e matroska estão entre eles);
  • Não depende do iTunes, apesar de ser compatível com ele. É possível simplesmente arrastar os arquivos para o Ipod e executá-los diretamente;
  • Totalmente customizável, desde fontes até os ícones e temas de fundo;
  • Vem com diversos games (dentre eles o Doom!!!), sendo ainda possível instalar muitos outros;
  • é livre!

Não sonsegui achar nenhum vídeo completo no youtube, mas para não deixar passar, fica aqui um que mostra alguns dos recursos do Rockbox

Free your pod!

[m$]

Qua, 18 Jun 2008, 169 Andre Deixe um comentário

P. Sabe quantos engenheiros da empresa XXX são necessários para trocar uma lâmpada ?

R. Nenhum… A empresa XXX transforma “escuro” em padrão !!!

Categoriasetc, the geek way Tags:,

[firefox no guinness]

Seg, 2 Jun 2008, 153 Andre 3 comentários

A comunidade responsável pelo desenvolvimento do navegador de internet livre Mozilla Firefox está em seus últimos passos para lançar a versão estável 3.0 do seu software. A versão vem com algumas novidades muito interessantes que prometem algum abalo na forma de navegação dos internautas de todo o mundo e, como forma de promover o uso do software, foi criada a campanha do Download Day, cuja proposta é de bater o recorde mundial de downloads de um software no dia de seu lançamento e entrar para o Guinness Book.

Queremos estabelecer um Recorde Mundial no Guinness para o software mais baixado em 24 horas. Com o auxilio da nossa comunidade e a sua ajuda temos certeza de que conseguiremos.

A data do lançamento ainda não foi fixada, mas assim que houver uma decisão ela será incluída no site oficial da campanha pela adoção do software livre e certamente aqui neste blog também. Para aqueles que têm um mínimo espírito geek escondido em algum cantinho da alma, esta é uma ótima oportunidade pra entrar na onda e baixar o software na data a ser marcada.

Obviamente, o recorde não é o único motivo pelo qual está sendo veiculada esta campanha. O Firefox é, sem sombra de dúvida, uma das pérolas do open source, o projeto que, sem dúvida, tem o maior potencial de atrair a atenção do mundo alheio à questão do software livre. Isto porque, qualquer pessoa sem conhecimento algum de informática consegue facilmente fazer o download, instalação e começar a usar o aplicativo em seu sistema sem qualquer ajuda ou receio.

Mais ainda, o Firefox conta com uma ampla base de desenvolvedores, tanto para o software base quanto para os add-ons, plugins, themes e etc, que já vêm trabalhando há muitos anos, o que tornou o projeto a ponta da faca em termos de navegação. Assim, não apenas livre (o que só tem apelo para alguns), o Firefox é o que há de melhor e mais avançado em navegação de internet atualmente, o que traz, ao leigo, uma boa chance de rever de imediato alguns preconceitos que podem surgir quando tomam contato pela primeira vez com a idéia de um desenvolvimento livre e cooperativo.

Não se pode ignorar o poder dos preconceitos e o apego das pessoas a eles. Um fator que pouco é mencionado nas discussões sobre o software livre e a sua escala de uso, mas que talvez seja o seu principal entrave, é o preconceito. As pessoas, mesmo aquelas que não têm o inglês como idioma primário, a palavra livre com grátis e esta, por sua vez, com produtos de baixa qualidade. “Nada que é grátis pode ser bom. Se fosse bom, seria caro.” Esta frase estará sempre na mente de quem não conhece todo o mundo de desenvolvimento cooperativo e contra ela os argumentos nem sempre são a melhor solução, uma vez que quem se agarra a este tipo de argumentação tosca muito provavelmente não tem o hábito de reflexão crítica. A melhor saída é mostrar, mostrar os frutos “ruins” do desenvolvimento cooperativo.

Outro fator importante é que as pessoas que não têm conhecimentos em informática utilizam critérios estúpidos para comparar softwares, mas que para elas sempre vão fazer um imenso sentido, não obstante o que o papa pensa disso. Por esta razão é que o OpenOffice, por exemplo, fica prejudicado quando as pessoas ouvem dizer que seu formato padrão é o .odf. “Odf, o que raios é o odf? Cadê o .doc, o .pps e o .xml?” Então, ao descobrirem que é possível usar esses formatos no OpenOffice: “Ah, então ele apenas é uma imitação grátis do MSOffice, coisa de pobre.” A mesma coisa com o GNU/Linux. “Cadê o MSN?” Bem, existem alguns compatíveis que você pode usar pra falar com todos os seus amigos do MSN, mas o MSN mesmo não tem, afinal é da Micro$oft. “Ah, que porcaria de sistema.” Bom, se você faz tanta questão, você pode instalar o Wine, e com ele instalar o MSN do Windows mesmo. “Hm, ah prefiro usar o Windows, é mais fácil.

Aqui se encontra a grande importância do Firefox. Ele está isento desse tipo de comparação absurda (excetuando talvez pela possibilidade remota de encontrar alguns sites por aí desenvolvidos especialmente para o IE, que talvez tenham alguma falha no layout quando acessados com o Firefox). Neste sentido é que ele é a pérola do open source. O potencial de angariar novos adeptos aos software livre através deste primeiro contato com o Firefox não é de se desprezar. É claro que sempre existirão aqueles que dirão: “E daí que o Firefox é mais leve, mais rápido, mais seguro, mais estável, foi o primeiro inserir abas, tem o maior número de add-ons, tem uma barra de endereço que recupera os sites que você navegou apenas com palavras-chave? Com o IE eu consigo fazer o que quero.” Mas quanto a estes, será uma honra deixá-los com a Micro$oft.

[hubble na maioridade]

Qui, 24 Abr 2008, 114 Andre 1 comentário

O telescópio Hubble acaba de completar 18 anos, adentrando a maioridade civil. Para comemorar a ocasião, os responsáveis pela administração do telescópio decidiram soltar algumas imagens incríveis captadas pelo telescópio ao longo dos anos. A maior parte das imagens (59 no total) traz colisões entre galáxias, um show para quem gosta de sonhar.

hubble

Para quem quiser conferir, basta clicar na imagem acima e entrar no site. Ao final da página foi adicionado um link para o download de todas as imagens e facilitar a vida daqueles que querem ter todas em sua pasta de wallpapers.

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