[ms matrix ]
Matrix rodando no Windows XP, com cumprimentos ao Diogo:
Matrix rodando no Windows XP, com cumprimentos ao Diogo:
Algumas pessoas têm ressalvas com o software livre por uma questão de confiança. “A Microsoft eu sei quem é, uma multinacional internacionalmente conhecida e respeitada, posso confiar no trabalho deles, tenho certeza de que contratarão as pessoas mais capacitadas”.
Por outro lado, “como posso confiar em um software desenvolvido por uma comunidade de programadores desconhecida do público geral, espalhada pelo mundo e de difícil identificação”? Outra: “se esses programadores fossem competentes estariam trabalhando na própria Microsoft ou no Google”.
Esse tipo de receio é difícil de ser combatido em uma argumentação abstrata. Felizmente, de quando em quando alguns exemplos concretos ajudam a ilustrar a falácia. Foi noticiado ontem (20081216) no site da BBC que uma falha de segurança grave foi encontrada no Internet Explorer da Micro$oft. A notícia não descreve suficientemente a falha (talvez em nome da simplicidade, talvez em nome da segurança ou talvez por simples mau desempenho da função de informar), mas relata que por meio dela é possível tomar o controle do computador invadido e descobrir os usuários e senhas informados ao navegador.
Peritos em segurança computacional recomendam que os usuários do IE migrem, ao menos temporariamente, para outros navegadores imunes à falha, como o Firefox, e alertam que o defeito no software da M$ é antigo e se encontra presente em todas as versões do software. A empresa, entretanto, alega não ser capaz de resolver o problema a curto prazo, mas não recomenda a migração. Por que será? Será porque bug não é grave ou será porque a empresa tem consciência de que essa migração temporária se tornaria definitiva para a maior parte dos usuários?
Praticamente qualquer software encontra-se sujeito a erros. Ocorre que quando o código-fonte do programa é aberto, todos podem estudá-lo, perceber os erros de quem o elaborou e alertar a todos sobre a falha (bug report) quando não for capaz de enviar diretamente a correção (patch). Esta é uma das melhores garantias de segurança que se pode dar. O problema é que ela não tem apelo. Para o usuário comum o fato de o código ser aberto ou fechado passa muito longe de qualquer cogitação, já que de qualquer forma ele não irá sequer tentar entendê-lo.
Logo, entre confiar essa tarefa à comunidade, aos que se interessam desinteressadamente pelo assunto, ou confiá-la ao BigMoney, ao poder econômico declaradamente interesseiro, privilegia-se este em detrimento da coletividade. Apesar do senso comum de que o poder corrompe, é preferível depositar nossa confiança nos mesmos interesseiros de sempre – de caras conhecidas, ternos caros e hábitos extravagantes – a deixá-la com o semelhante, tão suspeito quanto um espelho.
Speechless.
Não é todo dia em que temos o prazer de ver nossos ídolos de longa data adotarem abertamente uma postura ideológica que confirma nossos ideais. Hoje foi destes raros momentos para mim.
Ocorre que o mundialmente famoso grupo de humoristas britânico Monty Python criou um perfil no Youtube através do qual estão disponibilizando livremente todos as suas esquetes e trechos de filmes em alta definição. E como chantilly ainda fizeram um vídeo especial em que tratam ironicamente a controvertida questão de acusar os fãs de estarem roubando os autores quando disponibilizam suas obras online. Seguem o vídeo e a transcrição:
For 3 years you YouTubers have been ripping us off, taking tens of thousands of our videos and putting them on YouTube. Now the tables are turned. It’s time for us to take matters into our own hands.
We know who you are, we know where you live and we could come after you in ways too horrible to tell. But being the extraordinarily nice chaps we are, we’ve figured a better way to get our own back: We’ve launched our own Monty Python channel on YouTube.
No more of those crap quality videos you’ve been posting. We’re giving you the real thing – HQ videos delivered straight from our vault.
What’s more, we’re taking our most viewed clips and uploading brand new HQ versions. And what’s even more, we’re letting you see absolutely everything for free. So there!
But we want something in return.
None of your driveling, mindless comments. Instead, we want you to click on the links, buy our movies & TV shows and soften our pain and disgust at being ripped off all these years.
Realmente não tenho palavras para descrever a minha satisfação para com o grupo.
Thank you indeed!!!