A comunidade responsável pelo desenvolvimento do navegador de internet livre Mozilla Firefox está em seus últimos passos para lançar a versão estável 3.0 do seu software. A versão vem com algumas novidades muito interessantes que prometem algum abalo na forma de navegação dos internautas de todo o mundo e, como forma de promover o uso do software, foi criada a campanha do Download Day, cuja proposta é de bater o recorde mundial de downloads de um software no dia de seu lançamento e entrar para o Guinness Book.
Queremos estabelecer um Recorde Mundial no Guinness para o software mais baixado em 24 horas. Com o auxilio da nossa comunidade e a sua ajuda temos certeza de que conseguiremos.
A data do lançamento ainda não foi fixada, mas assim que houver uma decisão ela será incluída no site oficial da campanha pela adoção do software livre e certamente aqui neste blog também. Para aqueles que têm um mínimo espírito geek escondido em algum cantinho da alma, esta é uma ótima oportunidade pra entrar na onda e baixar o software na data a ser marcada.
Obviamente, o recorde não é o único motivo pelo qual está sendo veiculada esta campanha. O Firefox é, sem sombra de dúvida, uma das pérolas do open source, o projeto que, sem dúvida, tem o maior potencial de atrair a atenção do mundo alheio à questão do software livre. Isto porque, qualquer pessoa sem conhecimento algum de informática consegue facilmente fazer o download, instalação e começar a usar o aplicativo em seu sistema sem qualquer ajuda ou receio.
Mais ainda, o Firefox conta com uma ampla base de desenvolvedores, tanto para o software base quanto para os add-ons, plugins, themes e etc, que já vêm trabalhando há muitos anos, o que tornou o projeto a ponta da faca em termos de navegação. Assim, não apenas livre (o que só tem apelo para alguns), o Firefox é o que há de melhor e mais avançado em navegação de internet atualmente, o que traz, ao leigo, uma boa chance de rever de imediato alguns preconceitos que podem surgir quando tomam contato pela primeira vez com a idéia de um desenvolvimento livre e cooperativo.
Não se pode ignorar o poder dos preconceitos e o apego das pessoas a eles. Um fator que pouco é mencionado nas discussões sobre o software livre e a sua escala de uso, mas que talvez seja o seu principal entrave, é o preconceito. As pessoas, mesmo aquelas que não têm o inglês como idioma primário, a palavra livre com grátis e esta, por sua vez, com produtos de baixa qualidade. “Nada que é grátis pode ser bom. Se fosse bom, seria caro.” Esta frase estará sempre na mente de quem não conhece todo o mundo de desenvolvimento cooperativo e contra ela os argumentos nem sempre são a melhor solução, uma vez que quem se agarra a este tipo de argumentação tosca muito provavelmente não tem o hábito de reflexão crítica. A melhor saída é mostrar, mostrar os frutos “ruins” do desenvolvimento cooperativo.
Outro fator importante é que as pessoas que não têm conhecimentos em informática utilizam critérios estúpidos para comparar softwares, mas que para elas sempre vão fazer um imenso sentido, não obstante o que o papa pensa disso. Por esta razão é que o OpenOffice, por exemplo, fica prejudicado quando as pessoas ouvem dizer que seu formato padrão é o .odf. “Odf, o que raios é o odf? Cadê o .doc, o .pps e o .xml?” Então, ao descobrirem que é possível usar esses formatos no OpenOffice: “Ah, então ele apenas é uma imitação grátis do MSOffice, coisa de pobre.” A mesma coisa com o GNU/Linux. “Cadê o MSN?” Bem, existem alguns compatíveis que você pode usar pra falar com todos os seus amigos do MSN, mas o MSN mesmo não tem, afinal é da Micro$oft. “Ah, que porcaria de sistema.” Bom, se você faz tanta questão, você pode instalar o Wine, e com ele instalar o MSN do Windows mesmo. “Hm, ah prefiro usar o Windows, é mais fácil.“
Aqui se encontra a grande importância do Firefox. Ele está isento desse tipo de comparação absurda (excetuando talvez pela possibilidade remota de encontrar alguns sites por aí desenvolvidos especialmente para o IE, que talvez tenham alguma falha no layout quando acessados com o Firefox). Neste sentido é que ele é a pérola do open source. O potencial de angariar novos adeptos aos software livre através deste primeiro contato com o Firefox não é de se desprezar. É claro que sempre existirão aqueles que dirão: “E daí que o Firefox é mais leve, mais rápido, mais seguro, mais estável, foi o primeiro inserir abas, tem o maior número de add-ons, tem uma barra de endereço que recupera os sites que você navegou apenas com palavras-chave? Com o IE eu consigo fazer o que quero.” Mas quanto a estes, será uma honra deixá-los com a Micro$oft.









[...] ou discussão sobre o sistema tem sido cada vez maior. Porém o GNU/Linux ainda sofre com algum preconceito, pois, diferente do OSX, ele não é artigo de luxo ($$$), e ainda sofre com o estigma [...]
[...] o post da semana passada sobre o Download Day promovido pelo spreadfirefox.com, os responsáveis pela campanha finalmente anunciaram a data [...]
[...] outro mundo, mas o fato de ter sido publicado na mainstream da mídia tradicional é interessante. Como já defendido antes, a maior parte dos usuários de computadores não têm a menor idéia de que existe um modelo [...]