Think Twice.
A teoria que ficou famosa sob o nome de Moore’s Law, reza que o número de transistors de um microship deve dobrar a cada dois anos. Basicamente o que isto quer dizer é que a capacidade de processamento de dados de nossos computadores vem crescendo exponencialmente desde, pasmem, 1971, e, ao menos por enquanto, não há indícios de que vá ocorrer uma mudança. Gordon E Moore previu, no ano de 1965, que a capacidade dos computadores iria dobrar a cada dois anos e que a empresa em que ajudou a fundar, a Intel Corporation, deveria satisfazer esta condição se esperava competir no mercado de microprocessadores.
Disto decorre que, a cada dois anos, as pessoas que trocassem seus hardwares deveriam sentir uma diferença significativa na capacidade de seus computadores. Entretanto, parece que, já há alguns anos, os usuários não têm experimentado esse mudança. A explicação mais óbvia - ‘Moore errou‘ - não procede. Até os dias de hoje a capacidade dos processadores tem, de fato, crescido exponencialmente, seguindo rigorosamente a teoria de Moore. Então o que acontece?
Acontece que Moore não previu o Windows.
Chamada por uns de The Great Moore’s Law Compensator (TGMLC) (artigo que em grande parte este post se baseia) e por outros de Wirth’s Law, o Windows vem cumprindo diligentemente seu papel em retirar todo o potencial que os processadores nos trazem. What Intel giveth, Microsoft taketh away, assim reza a TGMLC Ou seja, todo o potencial trazido pelos novos processadores é imediatamente consumido por softwares pesados, que demandam muito mais potencia das máquinas para executar as mesmas funções que softwares mais leves já faziam.
Baseadas grande parte em sensações dos usuários, essas teorias foram comprovadas recentemente. Foi realizado um teste com as diferentes versões do MS Windows a partir do 2000, passando por duas do XP e chegando no Vista, quando utilizado em conjunto com diferentes versões do MS Office e, para a surpresa de ninguém, descobriu-se que nos últimos 7 anos, o conjunto Windows/Office passou a exigir 12 vezes mais memória e 3 vezes mais capacidade de processamento para realizar as mesmas tarefas.
The net result is that, surprise, Vista and Office 2007 on today’s state-of-the-art hardware delivers throughput that’s still only 22 percent slower than Windows XP and Office 2003 on the previous generation of state-of-the-art hardware. In other words, the hardware gets faster, the code base gets fatter, and the user experience, as measured in terms of application response times and overall execution throughput, remains relatively intact. The Great Moore’s Law Compensator is vindicated.
Durante algum tempo, os usuários de software agiam irrefletidamente. Após lançado um novo Windows e um novo Office todos corriam atrás das últimas novidades da MS. Contudo, após alguns anos de experiência com a empresa, o mercado começa a se conscientizar do que os usuários mais experientes já haviam notado há muitos anos e isso tem conseqüências sérias. A Microsoft não conseguiu convencer dessa vez de que os usuários devem migrar. Nada no Windows Vista ou no Office 2007 traz grande apelo aos usuários do XP/Office 2003. Isso é ainda mais verdade para o ambiente empresarial onde o processo de migração é mais delicado e oneroso. Uma interface um pouco mais bonitinha para competir com a Apple não parece ser motivo suficiente para a mudança já que mesmo as máquinas mais avançadas de hoje ainda sofrem muito para rodar a nova dupla da MS.
Isto tem refletido na sobrevida que vem ganhando o XP. Mesmo após mais de um ano de Vista, ainda são vendidas muitas máquinas rodando o antigo Windows. Não somente, mas a MS, percebendo a tensão, já se preocupou em anunciar alguns comentários sobre o Windows 7, substituto do Vista, ainda em desenvolvimento. O mercado está apreensivo e o que é, por enquanto, um monopólio quase absoluto começa a dar sinais de que pode patinar.
Todo este clima é extremamente favorável ao GNU/Linux e demais aplicativos livres. Se a Microsoft tem devorado todo o poder de nossos hardwares, talvez seja interessante considerar o que há de alternativo no mercado.
The conventional wisdom regarding PC evolution, that Microsoft devours every Intel advance, continues to hold true right up through the current generation of Windows Vista and Office 2007. What’s shocking, however, is the way that the IT community as a whole has grown to accept the status quo. There is a sense of inevitability attached to the concept of the Wintel duopoly, a feeling that the upgrade treadmill has become a part of the industry’s DNA. Forces that challenge the status quo – such as Linux, Google, and Apple – are seen as working against the very fabric of the computing landscape.
Este é um grande momento para o GNU/Linux e toda a comunidade de defensores da liberdade em software. Apesar da grande fama que o Linux adquiriu, ainda existe uma forte resistência à sua adoção e também existem muitos usuários que estão muito longe de saber de sua existência. Esta é uma ótima hora para divulgarmos mais do que nunca a sua existência e suas vantagens, principalmente, é importante demonstrar, para aqueles que não se importam com liberdade, que a TGMLC não é igualmente válida para o GNU/Linux e que, não somente livre, o GNU é poderoso e isso sem devorar todo o potencial de nossas máquinas com códigos mal arquitetados e gordurosos.
Para descontrair:










[...] a ética do mínimo busca ir de encontro com a Moore’s Law, e evitando reafirmar a Wirth’s Law, o que tem uma importância prática tremenda para o quotidiano das empresas e cidadãos que fazem [...]