Fiz, na semana passada, um post introdutório sobre o GNU/Linux, o qual foi direcionado a três grupos de pessoas: (i) aqueles que nunca ouviram falar nada do sistema; (ii) aqueles que já ouviram falar alguma coisa de “Linux”, mas muito pouco; e (iii) os que já ouviram ou até usaram o “Linux”, mas nunca atentaram para a temática do software livre e comparam-no aos demais sistemas sem pensar na proposta básica de trazer liberdade e conhecimento através do software. Aqueles do primeiro grupo provavelmente não leram a matéria ou, se começaram a ler, desistiram. Este post é focado nos demais.
Para quem se interessa pela proposta do software livre ou para aqueles que são apenas curiosos, é importante esclarecer alguns pontos básicos antes de qualquer desventura no mundo GNU/Linux.
O primeiro ponto que deve ficar claro é que o GNU/Linux não é uma tentativa de imitação da família Windows feita por amadores idealistas (ou do OS/X da Apple). Portanto, deve-se tanto quanto possível afastar a expectativa de encontrar a mesma organização e estrutura daquele outro sistema. Como já foi dito, o GNU/Linux iniciou seu desenvolvimento em época anterior ao Windows e na verdade foi baseado em um outro sistema operacional chamado Unix (daí o nome inclusive, GNU significa “Gnu is Not Unix”).
Outro ponto que também deve ficar claro é que a Microsoft detém o monopólio do mercado de sistemas operacionais no mundo, o que faz com que todas as empresas que desenvolvem aplicativos façam-no pensando no Windows e é por isso que a maior parte dos programas usados por usuários do Windows não funcionam de imediato no GNU/Linux (p. ex. Windows Media Player, Internet Explorer, Adobe Photoshop, Corel Draw e a maior parte dos games). Isso não quer dizer que não há como fazer esses programas rodarem, existem programas (Wine) que fazem funcionar aplicativos Windows no ambiente GNU/Linux, mas a verdade é que um usuário GNU/Linux tem um conjunto muito mais poderoso ao seu dispor.
Dito isto, o primeiro passo para o GNU/Linux é saber que não existe um sistema GNU/Linux, mas muitos. Sendo um software livre, cada pessoa que quiser pode criar para si mesma a sua versão do GNU/Linux e de fato muitas criam. Essas versões são chamadas de “distribuições” ou distros. Cada uma dessas distros têm uma organização peculiar e um conjunto de aplicativos próprio, o que as torna semelhantes é que todas fazem uso do kernel Linux e da base de softwares e bibliotecas do GNU.
As distros mais conhecidas são:
Slackware: a mais antiga distro ainda existente. Esta certamente não deve ser a sua escolha se está começando agora, o Slackware é feito por e para experts, sem qualquer atenção ao que se chama de user-friendly ou interfaces. A versão é voltada para quem entende o que está fazendo e quer usar o pontencial máximo de sua máquina.
Debian: versão também profissional e já um tanto antiga. Conta com uma das maiores bases de desenvolvedores e colaboradores e tem como pano de fundo uma organização sem fins lucrativos que busca cumprir um contrato social com a comunidade prezando muito pelo valor ético do software livre.
SUSE: a versão comercial da Novel. Para aqueles que ainda não entenderam a diferença entre software livre e software grátis ou não acreditam que se pode ganhar dinheiro sem extirpar a comunidade de suas liberdades, o SUSE é uma forte prova em contrário.
Fedora: herdeiro comunitário da conhecida versão RedHatLinux, que deixou de ser desenvolvida pela empresa de mesmo nome. Também é uma organização e conta com uma extensa base de usuários.
Ubuntu: uma versão muito popular baseada no Debian com foco em retirar as partes não livres deste sistema.
Essas são as distros de propósito genérico mais conhecidas, mas existem ainda muitas outras e muitas de propósito específico como o DSL, o PuppyLinux, o Knoppix, o GNewSense, o Kubuntu, o Edubuntu e etc.
O primeiro passo, então, é escolher uma distro. Vasculhar os sites, tentar entender os conceitos que diferenciam cada uma delas e ver qual parece ser mais atraente. Eu sou um adepto do Debian, mas ora ou outra eu rodo algum Live-CD para conhecer outras distros.
Depois de um longo post, um video para convencer aqueles que ainda olham de soslaio para o GNU/Linux ou para a idéia de que é possível exercer atividade empresária com software livre: IBM on Linux:












[...] cada vez mais popular distro do GNU/Linux, Ubuntu, lançou ontem sua oitava versão, apelidada de Hardy Heron, seguindo a [...]
[...] 24 Jun 2008, 175 de Andre Encontrei um artigo muito interessante a respeito da distro GNU/Linux (Xandros) instalada como default no ASUS EeePC. Este artigo não é direcionado ao [...]